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[30-04-2004] ITA Participa do processo de criação da Associação Aeroespacial Brasileira (AAB)
Regina França - Assessoria de Imprensa

Objetivando colaborar com as atividades aeroespaciais do País por meio de estudos e debates, está em fase de criação a Associação Aeroespacial Brasileira (AAB) - uma entidade profissional independente, de abrangência nacional. A AAB já conta com mais de 190 pré-adesões, congregando profissionais, instituições, empresas, estudantes e interessados na promoção e desenvolvimento da Engenharia, Ciência e Tecnologia Aeroespaciais do País, por meio de estudos e debates. O Conselho Deliberativo, para o qual o Prof. Luiz Carlos S. Góes, da Divisão de Engenharia Mecânica-Aeronáutica do ITA, foi convidado a atuar como Vice-Presidente, está efetuando uma revisão legal do estatuto da Associação.





[27-04-2004] Está nascendo a Associação Aeroespacial Brasileira (AAB)
A nova associação deve ser criada dentro dos próximos dois meses


A Comissão Organizadora da entidade conclama os interessados nas atividades aeroespaciais brasileiras a fazerem sua pré-adesão.

Eis o documento preparado pela comissão, representada por Petrônio Noronha de Souza, engenheiro do Inpe:

Dominar as tecnologias espaciais e aeronáuticas não é uma opção ou questão de escolha para as nações modernas, é uma necessidade vital para atingir seus objetivos econômicos, industriais, científicos e de segurança nacional.

O Brasil atua nas duas áreas há décadas, tendo atingido resultados importantes nas duas frentes.

No tocante às atividades aeronáuticas nosso país vive hoje uma fase de grande sucesso comercial, resultado de décadas de trabalho e investimento público e privado.

O sucesso de aeronaves como o ERJ 145, o Tucano e, mais recentemente o Embraer 170, são hoje símbolos reconhecidos mundialmente de nossa indústria. A manutenção dessa posição exigirá visão estratégica, mais trabalho, e muito mais investimentos.

Independentemente da situação atual, o sucesso futuro depende do envolvimento de vários segmentos da sociedade, responsáveis pela formação dos recursos humanos requeridos, pela pesquisa e desenvolvimento que viabilizará novos produtos e, pelo desenvolvimento da infra-estrutura industrial necessária, entre outras.

Quanto às atividades espaciais, foram registrados sucessos em algumas áreas e fracassos em outras. Na área de satélites e aplicações os sucessos refletem principalmente os investimentos que ocorreram entre 1980 e 1998 (Satélite de Coleta de Dados - SCD) e entre 1988 e 2003 (satélites CBERS).

Na área de veículos lançadores, após o desenvolvimento de uma série de foguetes de sondagem a partir dos anos 60, o desenvolvimento do primeiro lançador de satélites (Veículo Lançador Satélites - VLS) não chegou a alcançar um lançamento de sucesso após três tentativas, sendo que a última falha levou à perda de vidas e instalações.

Hoje, o Programa Espacial Brasileiro é um exemplo de programa governamental em busca de objetivos que reflitam as prioridades nacionais e de recursos compatíveis com os mesmos objetivos: em síntese, busca-se um programa com maiores chances de sucesso.

Sua relevância sempre foi reconhecida e enfatizada à exaustão. No entanto, os seus resultados, embora relevantes para a nação, ainda estão aquém do que se espera de um país do porte do Brasil.

O estabelecimento dos rumos e das condições para o seu sucesso não são tarefas simples. Programas espaciais normalmente apresentam enorme diversidade de atividades (comunicações, observação da Terra, meteorologia, ciências espaciais, navegação, defesa, etc.), cada uma refletindo uma área diferente de interesse público e privado, ou uma prioridade nacional diversa.

Esta complexidade tem e deve ser enfrentada pelos vários setores da sociedade com competência e interesse em colaborar. Hoje, para o nosso programa espacial vale a afirmação de que os grandes traumas abrem oportunidades para as grandes mudanças. É este o momento vivido pelo Programa Espacial Brasileiro e é esta a oportunidade que não pode ser desperdiçada.

Com o objetivo de contribuir para o sucesso de nossas atividades aeronáuticas e espaciais, comunicamos a iniciativa de formar a Associação Aeroespacial Brasileira (AAB). A iniciativa justifica-se pela necessidade de uma entidade profissional independente que congregue: profissionais da área, estudantes, empresas e organizações governamentais e privadas interessadas em colaborar com as atividades aeroespaciais do país.

As organizações que se espera envolver são:

- Universidades, com ênfase nas que possuam Faculdades, Departamentos, Institutos ou Laboratórios que desenvolvam atividades ligadas direta ou indiretamente à área aeroespacial (ensino e/ou pesquisa);

- órgãos governamentais, com ênfase nos diretamente ligados ao Programa Nacional de Atividades Espaciais (PNAE), e às atividades aeronáuticas;

- indústrias envolvidas com as atividades aeronáuticas e espaciais;

- organizações da mídia impressa e eletrônica, com ênfase nas que demonstram interesse em cobrir a área aeroespacial sob os pontos de vista técnico, estratégico, econômico, e de suas políticas.

Para que a AAB possa cumprir seu objetivo de contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, ela deverá:

- debater e propor programas e prioridades para a área;

- promover e propor melhorias organizacionais, métodos de trabalho, e infra-estrutura necessários para o desenvolvimento e operação de sistemas aeroespaciais;

- debater e propor política de formação de recursos humanos para a área;

- debater e propor políticas que estimulem o desenvolvimento da indústria aeroespacial brasileira;

- buscar a participação em comissões, comitês, grupos de trabalho e eventos, fornecendo pareceres técnicos e posições sobre os diversos temas da área;

- promover e/ou patrocinar eventos científicos, técnicos e educacionais;

- divulgar a sua posição sobre os diversos temas da área.

A AAB terá uma diretoria provisória de cinco membros com um mandato de um ano, eleita com o objetivo de estruturar e implantar a infra-estrutura necessária para cumprir seus objetivos estatutários. Também contará com um Conselho Deliberativo de seis membros.

Administrativamente a AAB deverá operar nos mesmos moldes de outras associações profissionais nacionais. Ela já dispõe de um portal eletrônico provisório no endereço geocities.yahoo.com.br/sectaorg. Uma minuta de seu estatuto, bem como outras informações relevantes, podem ser encontradas no mesmo endereço eletrônico. Sua constituição formal está prevista para o bimestre maio/junho de 2004.

Quando estiver estabelecida, a AAB formará comitês para debater aspectos relevantes das atividades atuais da área e formular propostas que serão divulgadas publicamente.

Dentre os temas a serem tratados podem ser citados:

o PNAE (Programa Nacional de Atividades Espaciais) e o PPA 2004-2007 (Plano Plurianual);

a formação e o processo de incorporação de recursos humanos pela área aeroespacial;

a preservação da memória técnica de nosso programa espacial e de nossas atividades aeronáuticas, bem como sua divulgação;

a infra-estrutura para o desenvolvimento das atividades espaciais e aeronáuticas;

a padronização de metodologias de gerenciamento, engenharia de sistemas e qualidade para as atividades aeroespaciais;

a legislação atual e seus possíveis aperfeiçoamentos.

Também serão abertas outras oportunidades de participação de seus associados, a serem futuramente anunciadas.

A Comissão Organizadora da AAB conclama os interessados nas atividades aeroespaciais brasileiras que visitem o portal citado e juntem-se a esse esforço fazendo sua pré-adesão.

O sucesso da iniciativa virá na proporção em que seus membros contribuírem com seu trabalho e experiência.

Fonte: Jornal da Ciência (JC e-mail 2511)






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