Salvador Nogueira

PLATAFORMA

Durante seu primeiro ano de atuação, a Associação Aeroespacial Brasileira teve grande sucesso em estabelecer seus contatos e sua representativade junto aos órgãos coordenadores e executores do Programa Nacional de Atividades Espaciais. Digna de nota é a convocação da AEB para que a associação participasse da revisão do PNAE.

Por outro lado, a AAB continua praticamente desconhecida do público em geral. Minha convicção, desde o momento em que me envolvi, ainda no estágio embrionário, na criação da AAB, é a de que essa associação precisa ser mais do que uma reunião de especialistas. Ela pode e deve reunir interessados e entusiastas, alcançar o público mais amplo e difundir a importância das tecnologias aeroespaciais para o futuro e o desenvolvimento do país.

Meu objetivo, caso assuma uma cadeira no Conselho Deliberativo da AAB, será auxiliar no aprofundamento desses laços. Defendo que, no auspicioso ano de 2006, quando completam-se cem anos da primeira decolagem do 14-Bis de Santos-Dumont, a AAB promova a criação de uma revista de divulgação científica com o objetivo não só de fortalecer os laços com o público em geral como também ampliar sua visibilidade junto a todos os atores do programa espacial.

Também pretendo advogar ações menos reativas e mais pró-ativas por parte da associação. A AAB precisa se reforçar como o principal watchdog do programa espacial brasileiro. Já tem a competência técnica para isso e caminha rapidamente para obter a competência organizacional. Falta a competência de comunicação, setor de minha especialidade e para o qual desejo devotar majoritariamente meus esforços.